Cunha evita rebater Jaques Wagner e diz que tudo o que falou está mantido

Em entrevista ao deixar a sessão de leitura do parecer sobre o pedido de impeachment, presidente da Câmara disse manter sua versão sobre barganha que governo teria feito ontem para tentar barrar o processo de impedimento

Igor Gadelha, Daniel Carvalho e Bernardo Caram, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2015 | 18h18

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), evitou rebater na tarde desta quinta-feira, 3, o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner. Em entrevista ao deixar a sessão de leitura do parecer sobre o pedido de impeachment acolhido por ele, o peemedebista disse que mantém sua versão sobre a barganha que o governo teria feito ontem para tentar barrar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Casa.

"Ouçam o (deputado) André Moura (PSC-SE) (...) Se ele confirma o que eu disse, então vale o que eu já falei", afirmou Cunha. Como mostrou o EstadoMoura disse mais cedo que, na guerra de versões entre Cunha e o governo, vale a palavra de seu aliado.  "A palavra que vale é a do presidente Eduardo Cunha", disse, enquanto tentava se esquivar dos jornalistas.

Em entrevista coletiva no fim da manhã, o presidente da Câmara acusou Dilma de mentir em seu pronunciamento ontem à noite, ao negar que tenha tentado fazer barganha para barrar o prosseguimento do processo de impeachment na Câmara. Segundo Cunha, a sua revelia, Moura teria se encontrado com Jaques Wagner ontem no Planalto.

Na ocasião, o governo teria oferecido ao aliado do presidente da Câmara os três votos do PT  a favor do peemedebista no Conselho de Ética, no qual é alvo de processo por quebra de decoro parlamentar, em troca da aprovação da CPMF na Casa. Wagner, por sua vez, negou e disse que Cunha é quem mentiu.

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