Ed Ferreira/Estadão
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Cunha diz que seu carro foi atingido por tiro em tentativa de assalto

Parlamentar, líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, estava no Rio quando foi abordado por assaltante

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 09h53


RIO - O deputado Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, afirmou que seu carro foi atingido por um tiro em uma tentativa de assalto no dia 3 de janeiro. Cunha contou, na manhã desta sexta-feira, 16, que estava no banco do carona, parado em um engarrafamento na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, quando o assaltante parou ao lado do motorista, em uma moto.

Como o carro do parlamentar, um Tuareg, é blindado, eles não abriram a porta ou a janela. O assaltante atirou e fugiu em seguida. Cunha descartou qualquer motivação política. "Aconteceu à luz do dia, por volta das 18 horas. Muitos assaltos têm acontecido naquela região, quando os carros ficam presos no engarrafamento. O homem na moto foi em cima do motorista. Não reagimos, então ele deu um ou dois tiros, mas o carro é blindado e ninguém ficou ferido", disse Cunha. O deputado não registrou a tentativa de assalto na polícia, mas comunicou ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). "Falei logo com o governador para evitar qualquer tipo de especulação. Houve uma tentativa de assalto", afirmou.

Em outubro de 2000, Cunha e o então deputado federal Francisco Silva (PST), dono da rádio evangélica Melodia, foram vítimas de uma emboscada, de madrugada, na região portuária, depois de deixarem a residência do então governador Anthony Garotinho (no PDT na época, atual PR), de quem eram aliados. Silva levou um tiro de raspão na testa e Cunha não ficou ferido. "Também foi uma tentativa de assalto", disse Cunha nesta sexta-feira.

Na ocasião, o atual líder do PMDB havia deixado a presidência da Companhia Estadual de Habitação (Cehab), após denúncias de irregularidades em licitações. O processo foi arquivado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Atualmente Cunha e Garotinho são adversários.

Recentemente, o nome do parlamentar também foi mencionado na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção envolvendo contratos da Petrobrás. Na delação premiada firmada no âmbito da Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, um dos alvos da operação, citou o peemedebista como um dos "beneficiários de propinas" do esquema. Os pagamentos, segundo o doleiro, eram feitos por meio do empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB.

Nesta semana, após o advogado do doleiro afirmar que seu cliente "não sabe nada a respeito de entregar dinheiro" a Cunha, o deputado disse que a denúncia contra ele é "alopragem" e "vazia". O deputado disse ainda que a tentativa de ligá-lo à corrupção na Petrobrás foi motivada pela disputa pela presidência da Câmara.

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