Fernando Bizerra Jr.|EFE
Fernando Bizerra Jr.|EFE

Cunha diz que pretende tornar obrigatória a revista com detectores de metal na Câmara

A regra de segurança havia mudado após Cunha ser alvo de protesto no Salão Verde da Câmara, quando foi surpreendido durante uma entrevista coletiva com uma chuva de dólares falsos lançados por um manifestante

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

09 Novembro 2015 | 19h54

Brasília - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou nesta segunda-feira, 9, que vai tornar obrigatória a regra para que todos os frequentadores da Casa sejam submetidos a detectores de metal. Cunha disse que, na última sexta-feira, 6, fez apenas um "teste" com funcionários e visitantes e que considera a medida necessária para a segurança dos parlamentares. 

Na quinta-feira passada, a Diretoria Geral da Casa anunciou que só parlamentares estariam livres da obrigatoriedade de passar pelo detector de metal. No dia seguinte, servidores enfrentaram longas filas para entrar na Câmara. Diante dos protestos, a Diretoria Geral revogou a decisão. 

A regra de segurança havia mudado após Cunha ser alvo de protesto no Salão Verde da Câmara, quando foi surpreendido durante uma entrevista coletiva com uma chuva de dólares falsos lançados por um manifestante.

De acordo com Cunha, entre 1997 e 2004, a Casa adotava esse padrão de segurança mais rigoroso. Ele lembrou que a Casa vive um momento de tensão, com brigas cotidianas que "põem em risco a segurança dos parlamentares". "Tem coisas acontecendo nessa Casa que vai acabar um dia acontecendo uma desgraça aqui por falta de controle", justificou. Ele considera que hoje os parlamentares estão "expostos". 

Na avaliação do peemedebista, se o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) submetem todos os frequentadores a uma revista mais completa, a Câmara também precisa seguir a mesma regra. Ele disse que vai discutir um plano para a adoção da regra sem que isso cause "desconforto" para os frequentadores. "Foi um teste na sexta-feira porque era um dia morto", explicou.

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