André Dusek/Estadão
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Cunha diz que crise econômica aumenta criminalidade e cortes afetam verba para segurança pública

Para presidente da Câmara, necessidade de cumprir superávit primário reduz arrecadação do fundo penitenciário

Adriano Ceolin, enviado especial a Goiânia, O Estado de S. Paulo

25 de setembro de 2015 | 11h55

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta sexta-feira, 25, durante evento de segurança pública em Goiânia, que a crise econômica vai resultar em aumento da criminalidade no País. Ele criticou a estratégia do governo de cumprimento de seguidos superávits primários que, segundo ele, resultam também em cortes no orçamento para o setor de segurança pública.

"Assistimos a um problema da situação econômica do País. Isso vai gerar aumento dos problemas da segurança pública. Quem perde a condição econômica acaba sendo jogado para a criminalidade", disse Cunha, ao participar do Fórum de Cidadania e Segurança Pública do Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

Para o presidente da Câmara, o cumprimento do "tal superávit primário", que causa também redução de gastos na segurança, "é a primeira coisa que a gente tem de combater".

"Tem pontos que precisam ser debatidos que não parecem ter nada a ver com a segurança pública, mas acabam influenciando nela. Em primeiro lugar, é o tal conceito do tal superávit primário", disse. "Em nome desse tal do superávit, todo dinheiro que entra para o fundo penitenciário acaba sendo colocando para essa finalidade (superávit)", completou.

A fala de Cunha ocorre um dois após integrantes da base aliada discutirem uma estratégia para convencer a presidente Dilma Rousseff a demitir o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, junto com os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Casa Civil). A conspiração foi comandada pelo líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC).

Como mostrou o Estado desta sexta-feira, o presidente da Câmara também foi instado a participar. Oficialmente, Cunha tem posicionado contra o PMDB participar da reforma ministerial. Ele destaca, no entanto, que essa é uma posição pessoal. 

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