EFE|Fernando Bizerra Jr.
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Cunha diz que conta de sua mulher no exterior é legal e não recebeu recursos ilícitos

Em nota, o presidente afastado da Câmara, que luta contra a cassação de seu mandato no Conselho de Ética, afirmou que será 'facilmente comprovado' que não foi transferido dinheiro do trust para a conta de Cláudia Cruz

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

10 de junho de 2016 | 17h43

BRASÍLIA - O presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a dizer que a conta de sua mulher no exterior "está dentro das normas da legislação brasileira e não tem nada a ver com recursos ilícitos". Nesta sexta-feira (10), em nota, Cunha disse que será "facilmente comprovado" que não foi transferido dinheiro do trust do qual é beneficiário na Suíça para a conta de Cláudia Cruz no exterior. Ontem, a esposa do parlamentar se tornou ré do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, acusada por lavagem de dinheiro proveniente de crimes praticados pelo peemedebista e por evasão de divisas.

"Volto a reafirmar que não houve recebimento nem utilização de qualquer vantagem indevida e que a acusação de que valores de propina foram gastos em artigos de luxo são falsas, sendo que a referida denúncia não apresentou qualquer prova em relação a isso", afirma o texto. Cunha também voltou a defender a sua tese de que os valores depositados em seu trust no exterior tiveram origem antiga, sem nenhuma relação com a vida pública. Já a sua mulher, alega, possui patrimônio próprio adquirido durante seu trabalho como jornalista. Ele a Cláudia argumentam que ela recebeu R$ 5 milhões de indenização da Justiça do Trabalho por uma ação contra a Rede Globo.

Nesta sexta-feira, 10, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento a segunda denúncia contra Cunha. Ele é acusado de manter contas secretas no exterior abastecidas por dinheiro desviado do esquema de corrupção da Petrobrás. O mais provável é que o caso seja levado a plenário no dia 23 de junho. Também serão levados para a pauta os recursos da defesa do peemedebista que pedem para que a sua mulher e a sua filha, Danielle Dytz, sejam julgadas pelo STF, e não por Moro. De acordo com Cunha, independentemente do julgamento, será oferecida a defesa de Cláudia após a notificação.

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