Cunha diz não achar 'correta' a adoção de crianças por homossexuais

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), demonstrou desconforto em ser associado à recriação da comissão especial na Casa para avaliação do Estatuto da Família - polêmico projeto que determina como núcleo familiar apenas aquele composto por homem e mulher e que veda a adoção para casais homossexuais.

ANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

17 de março de 2015 | 02h13

Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira, Cunha disse não ter lido o projeto e afirmou ter reaberto a comissão para avaliá-lo, dentro de um processo regimental. Ele alegou que é o processo normal para quando um parlamentar solicita a retomada da análise de um projeto - retomá-lo do ponto onde havia parado.

Pressionado pelos entrevistadores, Cunha admitiu considerar errado que casais homossexuais possam adotar uma criança e não respondeu se sua posição seria um retrocesso para a sociedade brasileira. "Sou contra, acho que não é a melhor maneira de você educar. Sou a favor de uma educação mais ''igualitária'', não acho correta a adoção por homossexuais."

Cunha alegou que defender pautas conservadoras não significa ser um político conservador. O peemedebista argumentou que "ninguém está indo contra os direitos", mas que a minoria não pode "impor sua pauta" sobre a maioria.

Ele reafirmou ainda sua posição contrária ao aborto e disse que deveriam ser presos os médicos que realizam esse tipo de cirurgia, em seu ver um crime hediondo.

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