DIDA SAMPAIO/ESTADÃO
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Cunha diz que, se 'sabotagem' a Temer voltar, crise também retornará

'Se houve alguma mudança, alguma melhora, ótimo, vai ser bom para o governo. Agora, se não houve, em mais uma semana volta a crise', ameaça presidente da Câmara

DANIEL CARVALHO, O Estado de S. Paulo

06 de julho de 2015 | 21h13

Brasília - Apesar do tom conciliatório adotado nesta segunda-feira, 6, pelo vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reafirmou a tentativa de sabotagem a seu correligionário e disse que, caso ela volte, a crise do governo também voltará. 

"Até quinta-feira passada ele estava (sendo sabotado). Não adianta querer colocar o Michel na articulação política e ele ficar sendo desmoralizado nesse papel por sabotagem como estava acontecendo até quinta passada", afirmou Cunha nesta noite.

"Se ele não tivesse sido sabotado, talvez o governo não tivesse perdido tanta votação como perdeu, porque há um pouco de revolta na base pelas sabotagens que estão sendo efetuadas. Colocaram ele como interlocutor e ele não estava conseguindo cumprir os compromissos que assumiu. Então, isso existia sim", disse o presidente da Câmara.

Cunha afirmou que, caso a "sabotagem" seja retomada, o governo tornará a ser derrotado. "Se houve alguma mudança, alguma melhora, ótimo, vai ser bom para o governo. Agora, se não houve, em mais uma semana volta a crise", avisou Cunha. 

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