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'Vou ouvir', diz Cunha sobre jantar do PMDB convocado por Temer

Presidente da Câmara confirma presença no encontro que deve reunir a cúpula peemebista no Palácio do Jaburu na noite desta terça-feira

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

08 de setembro de 2015 | 12h49

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que irá ao jantar nesta terça-feira, 8, com governadores do PMDB e com o vice-presidente Michel Temer, no Palácio do Jaburu, em Brasília, apenas como convidado e que desconhece a pauta do encontro. "Fui convidado para participar de um jantar pelo governador (Luiz Fernando) Pezão (PMDB-RJ) e depois pelo vice-presidente Michel Temer, nem sei qual é a pauta, nem qual é o conteúdo da discussão, mas claro estarei presente, como sempre vou. Vou ouvir", afirmou.

Oficialmente, o tema do jantar de hoje será uma extensão da reunião realizada na quinta-feira pelo governador do Rio para formular uma política de consenso dos governadores peemedebistas sobre a crise econômica e seus efeitos sobre os Executivos estaduais. No entanto, é voz corrente dentro do partido que a crise política e a tensa relação entre PT e PMDB será um dos pratos principais do jantar.

Cunha não acredita que a conversa de hoje seja para debater rumos do partido. "Eu não entendi que é coisa política de PMDB, entendi que é coisa que tem a ver com pauta Legislativa. Ali não tem discussão política interna do PMDB, ate porque se fosse tinha que ter mais gente", afirmou.

O deputado evitou falar sobre a ausência de caciques do PMDB no desfile de 7 de setembro, ontem, em Brasília. Além de Temer, apenas o titular da Pesca, Helder Barbalho, participou do evento. Os outros cinco ministros do partido não compareceram. "Eu não falei com nenhum deles, não sei as motivações, eu já estava programado de não vir."

Pronunciamento

A respeito do pronunciamento da presidente Dilma Rousseff pelo Dia da Independência, em que ela afirmou que o governo terá que usar "remédios amargos", como cortes de gastos sociais, para resolver o problema do déficit público, Cunha afirmou que isso ''é óbvio''. Segundo Cunha, o governo terá que optar em aumentar a dívida bruta, cortas gastos ou aumentar receitas. "Aumentar receitas pode se dar ou pela melhoria da economia ou pelo aumento de alíquotas ou criação de tributos. E como o aumento de alíquotas ou criação de tributos é uma situação que nem a sociedade nem o empresariado estão a fim, acho que ela vai ter que partir para o remédio amargo que é cortar gastos", explicou. "É uma coisa normal."

O presidente da Câmara minimizou o fato de Dilma ter reconhecido erros do governo e disse que essa cobrança de um mea culpa é de natureza política, por conta do processo eleitoral que foi bastante acirrado e por conta de promessas de campanha que não foram cumpridas. "Eu me atenho a situação real", disse. "Agora se o objetivo é cortar o déficit ela vai ter que propor soluções. Não será o Congresso que vai dar a solução do déficit do Orçamento, é ela que vai propor", reforçou.

Cunha comentou ainda a possibilidade de a área econômica recorrer à elevação das alíquotas de tributos que não precisam de aprovação do Congresso Nacional, como Cide, IPI e IOF, para tentar reduzir o rombo no Orçamento da União e disse que isso precisa ser mais bem estudado, pois pode ter impactos em alguns setores. "O governo já fez isso em 2015, aumentou PIS e Cofins sobre receita financeira por decreto, já vem fazendo essa prática, que também não é saudável", avaliou.

Para o deputado, um eventual aumento na Cide, por exemplo, certamente terá um impacto na inflação. "Se o governo está tentando controlar a inflação, que já está alta, pode ser um tiro no pé (o aumento da Cide). Eu não faria isso", afirmou.

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