Dida Sampaio | Estadão
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Cunha chama de 'absurda' proposta de ação civil pública do MPF contra ele

Ministério Público Federal aponta o deputado e presidente afastado da Câmara como beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da Petrobrás

Daiene Cardoso, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2016 | 20h55

BRASÍLIA - Em nota divulgada na noite desta segunda-feira, 13, o deputado e presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), chamou de "absurda" a proposta de ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra ele protocolada hoje pela força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba.

O MPF aponta Cunha como beneficiário direto do esquema de corrupção instalado na Diretoria Internacional da Petrobrás, cota do PMDB no esquema. "Na ânsia de gerar fatos, sempre às vésperas do Conselho de Ética, agora propõem ação civil pública por ato de improbidade administrativa", diz o peemedebista no início da mensagem.

O conselho se reúne nesta terça-feira, 14, para votar o pedido de cassação de seu mandato. Embora Cunha seja deputado e a prerrogativa de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, como se trata de ação civil (que não leva à prisão, mas a punições como multa e perda de direitos políticos), o MPF diz que ela pode tramitar em primeira instância independente do foro do réu.

Cunha afirma que a ação é incabível porque ele não era ligado à estatal. "A absurda ação não poderia jamais ser proposta contra quem não praticava atos na Petrobras", destaca. Além do deputado, são alvos da ação a mulher do dele, Cláudia Cordeiro Cruz, o ex-diretor da Petrobras Jorge Luiz Zelada, o acusado de ser operador do PMDB no esquema, João Augusto Rezende Henriques, e Idalécio Oliveira, empresário português proprietário da CBH (Companie Beninoise des Hydrocarbures Sarl). "Além de não ter nada a ver com os fatos, eu não era dirigente da Petrobras e recorrerei disso, bem como da distribuição, em Curitiba, que detém somente foro criminal, não cível", finaliza.

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