Cunha ataca adiamento de congresso do PMDB e diz que 'estão empurrando com a barriga'

Rompido com o governo, presidente da Câmara voltou a afirmar que vai defender o fim da aliança com o PT

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

19 de agosto de 2015 | 14h22

BRASÍLIA - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atacou nesta quarta-feira, 19, o adiamento do congresso do PMDB para novembro. Rompido com o governo, o peemedebista reiterou que defenderá o fim da aliança, mas contava com a reunião em setembro. "Na prática, estão empurrando com a barriga", criticou. 

Cunha deixou claro que é contra o adiamento do encontro do partido para daqui a três meses. "Marcaram para muito tarde", reclamou. O presidente da Câmara gravou sua participação nas inserções para rádio e TV e em setembro gravará para o programa partidário. "Foi uma fala genérica sobre a Câmara", contou.

Questionado sobre a necessidade de melhora na relação entre governo e Congresso, Cunha disse que está "sempre disposto ao diálogo" para melhorar o ambiente, principalmente na área econômica. "Tanto que ontem vários setores vieram aqui discutir a reoneração e a gente participou da discussão. A gente está sempre aberto para o debate", declarou.

Ele comemorou a aprovação do projeto que altera a remuneração do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). "Pela primeira vez se vota um projeto que beneficia o trabalhador para ele ter o mínimo de perda", comentou.

Hoje, o plenário da Casa votará em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Aos jornalistas, o peemedebista - que é favorável à mudança na Constituição - disse que já não há mais espaço para debate sobre o tema no plenário e que dificilmente os parlamentares mudarão o voto.

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