Cumprir prazos adiaria votação da CPMF para 2008, diz líder

Governo quer propor um cronograma para acelerar tramitação no Senado; oposição acha acordo 'difícil'

CIDA FONTES E CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

16 Outubro 2007 | 15h24

'Não tem negociação na hora de votar a CPMF', diz LulaO líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça-feira, 16, que, se forem cumpridos todos os prazos regimentais na tramitação da CPMF no Senado, a emenda só será votada em 2008. "Vai estourar para o ano", previu o líder, depois do almoço dos líderes partidários com o presidente em exercício do Senado, senador Tião Viana (PT-AC).   Veja também:    Especial: entenda a cobrança da CPMF  'Não tem negociação na hora de votar a CPMF', diz Lula   Jucá e a líder no Congresso, Roseana Sarney (PMDB-MA), vão apresentar provavelmente nesta quarta-feira um cronograma para tentar acelerar a votação da emenda que prorroga a CPMF, segundo informou o senador Demóstenes Torres (DEM-TO), ao deixar o gabinete do presidente do Senado em exercício, senador Tião Viana (PT-AC).   Nesta quarta-feira, além de uma visita do presidente da República em exercício, José Alencar, às 11h30, Tião Viana receberá em seu gabinete os líderes partidários, os presidentes de comissões e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Saúde, José Gomes Temporão, e do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo.   Será a segunda ofensiva do governo para explicar a CPMF depois da visita de Mantega, na semana passada, ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Marco Maciel. A emenda da CPMF está atualmente na CCJ.   Pelo cronograma que Jucá submeterá aos líderes, a votação da emenda da CPMF na CCJ será no dia 7 de novembro. No dia 6 de dezembro, seria a votação em primeiro turno no plenário do Senado. E, de 18 a 20 de dezembro, seria feita a votação em segundo turno.   O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), afirmou que acha difícil um acordo para reduzir prazos na tramitação da emenda. "Está passando do momento de o governo propor algo. O governo já atropelou na Câmara o nosso pessoal. Agora, finge que não vê o descontrole dos gastos públicos. Com uma mão, acena com a CPMF, e com a outra, acena com gastos, e o ministro da Fazenda faz terrorismo", concluiu Virgílio.   Jucá afirmou que o Executivo não está propondo nada, apenas um cronograma, por enquanto: "O governo quer negociar, mas não estamos oferecendo nada. Vamos ouvir."   O líder do PSB, senador Renato Casagrande (ES), disse que a votação da CPMF vai depender de uma redução da alíquota, hoje em 0,38%, e que isso ficou muito claro na reunião dos líderes.

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