Cúmplice dos assassinos de Blake ainda está foragido

A Polícia ainda não conseguiu capturar o catraieiro (barqueiro) Rubens da Silva Souza, que transportou os assaltantes da praia até o veleiro de Peter Blake, mas já sabe que foi ele quem passou as informações sobre o neozelandês para os assaltantes. Um fonte da Polícia Civil informou que duas mulheres fazem parte da quadrilha, e é provável que uma delas tenha viajado para Belém do Pará, ontem à tarde. Dos sete membros da quadrilha presos na madrugada de hoje, cinco já têm passagem pela polícia e foram condenados por assalto, estelionato, roubo e tráfico de drogas. Estavam em liberdade condicional. O governador Alberto Capiberibe, que retornou na madrugada de hoje a Macapá, classificou a morte do velejador como uma "trágica fatalidade" e reconheceu que o episódio cria uma reação negativa ao Estado. Ele disse também que há precariedade no aparato de segurança nos rios da Amazônia, mas transferiu a responsabilidade para a Marinha e para a Polícia Federal. Capiberibe levantou a possibilidade do governo do Estado criar uma polícia fluvial para patrulhar os pontos de maior movimento do rio Amazonas, para reforçar a segurança. O corpo de Peter Blake continua na Polícia Técnica. Só será liberado quando houver o reconhecimento por parte de algum familiar. Até agora não está confirmada a vinda da esposa do velejador para fazer o reconhecimento.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.