Cubano desertor pede ajuda à ONU para ficar no Brasil

Rafael Capote se reuniu nesta terça com comissão do órgão, para conseguir autorização para tirar documentos

07 de agosto de 2007 | 14h55

O atleta cubano Rafael Dacosta Capote , de 19 anos, passou por entrevista nesta terça-feira, 7, com representantes do alto comissariado da Organização das Nações Unidas (ONU), em São Paulo, para conseguir autorização para tirar carteira de trabalho e CPF e, desta forma, permanecer no País, segundo informações da rádio CBN.   Veja Também: Senado vai investigar deportação de boxeadores cubanos   Obter os documentos não significa que ele já obteve o asilo político, mas desta forma Capote poderá ganhar o direito de trabalhar de forma legal.   Em uma entrevista na televisão, o jogador já havia informado que pretendia pedir asilo político no Brasil. Ele afirmou ter pago R$ 600 reais para um taxista levá-lo do Rio à São Paulo.   Capote abandonou a delegação de handebol durante os Jogos Pan-Americanos, no Rio, e seguiu para São Paulo, onde pretende se fixar.       No último dia 18, o secretário-executivo do Ministério de Justiça, Luiz Paulo Telles, disse que a melhor saída para Capote seria firmar um contrato de trabalho e conseguir um visto do governo federal.Para reivindicar a condição de refugiado, ele teria que demonstrar que sofre perseguição de seu país.     Outros desertores   Também nesta terça-feira,  o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, será convocado a comparecer à Comissão de Relações Exteriores do Senado para explicar os motivos que levaram o governo a colocar o aparato policial do Estado para localizar e deter os dois atletas cubanos que desertaram da delegação de seu país nos Jogos Pan-Americanos.   Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara chegaram em Cuba no domingo após terem sido brevemente detidos perto do Rio de Janeiro por não carregar documentos.Os dois pugilistas internacionalmente reconhecidos abandonaram a delegação cubana, pensaram em ir à Europa, mudaram de idéia e decidiram que queriam voltar para casa, disse a polícia. Nenhum dos dois fez pedido por asilo, segundo o Ministério da Justiça. Autor do requerimento de convocação, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), afirma que o episódio "patrocinado pelo governo Lula causa profunda indignação". "A tradição da diplomacia brasileira sempre foi a de garantir, irrestritamente e sem qualquer posicionamento político-partidário, todos os direitos e garantias a qualquer cidadão estrangeiro em passagem pelo País."   (Com Reuters)

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