Cuba: Brasil vai financiar fábrica de medicamentos

Além de financiar a maior parte do porto de Mariel, em Cuba, o governo brasileiro também deve investir na primeira empresa a se instalar na zona livre de exportação que será criada junto com a construção do porto.

LISANDRA PARAGUASSU (AE), Agência Estado

31 de janeiro de 2012 | 23h06

Ontem, no encontro entre a presidente Dilma Rousseff e o presidente Raúl Castro, foi assinado o primeiro convênio que levará à criação de uma fábrica de medicamentos que usará recursos brasileiros e tecnologia cubana, especialmente na área de anticancerígenos.

O primeiro cliente também deverá ser o governo brasileiro. A intenção é que os remédios sejam fabricados em Cuba para serem enviados ao Brasil, dentro do programa de distribuição de medicamentos especiais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Cuba já exporta hoje remédios e insumos farmacêuticos para o Brasil, que representam mais de 80% da magra pauta de exportações da ilha. A intenção do governo Dilma é que Mariel seja usado por outras empresas brasileiras que queiram vender para a América Central e o Caribe.

Hoje, Cuba importa 80% do que consome. Sua pauta de exportações vai pouco além de insumos para medicamentos, tabaco e níquel. O Brasil, com US$ 90 milhões de dólares comprados em 2011, é o segundo maior parceiro comercial do país desde o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

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