CSS será votada no Senado no final de outubro, diz Jucá

Votação dos pontos que faltam para concluir a proposta que cria a CSS foi adiada para esta 4ª na Câmara

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2008 | 13h22

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta quarta-feira, 18, que a votação da Contribuição Social para a Saúde (CSS), será votada no Senado no final de outubro ou início de novembro. "Essa é a previsão", disse. Essa mesma posição é defendida pelo líder do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), que não deseja discutir o assunto antes das eleições municipais. Segundo Jucá, trata-se de uma proposta complexa e, antes de ser submetida ao plenário, será votada nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ), Assuntos Econômicos (CAE) e de Assuntos Sociais.   Veja também: Veja quem votou contra e a favor da CSS na Câmara Calcule: quanto a CSS pesa no seu bolso  Entenda o que é a CSS, a nova CPMF Entenda a Emenda 29    "Fiquei de queixo caído. O governo falou o tempo inteiro que precisava de fonte nova de financiamento para a saúde. E nós sempre dissemos que não precisava. E agora o governo nos diz que não quer votar a CSS antes das eleições. O que a eleição tem a ver com saúde? Literalmente nada", disse o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM).   O líder do governojustificou a decisão afirmando que o financiamento para a saúde "não pode ser votado nem com pressa nem atrelado a uma eleição conjuntural". Ele criticou a pressa da oposição. "A oposição está com muita vontade de votar rapidamente o aumento de impostos. Nós não estamos. Queremos discutir com tranqüilidade".   A votação dos pontos que faltam para concluir a proposta que cria a CSS foi adiada para esta quarta-feira depois que governo e oposição chegaram a um acordo na Câmara e aprovaram a medida provisória que estava trancando a pauta. Faltam quatro votações para concluir a CSS. Os partidos de oposição - DEM, PSDB e PPS - vão esperar a reunião dos líderes do Senado nesta quarta com o presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para saber se farão obstrução na sessão ou não.   Caso haja compromisso dos governistas do Senado em votar o projeto diretamente no plenário, a oposição na Câmara anunciou que votará rapidamente os pontos pendentes da proposta do relator, Pepe Vargas (PT-RS). "O clima no Senado é propício a reverter a criação do imposto. Temos convicção de que o Senado vai corrigir o erro da Câmara", disse o líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA).   Em todas as votações, serão necessários 257 deputados para passar. O texto-base da Emenda 29, que prevê mais recursos para a saúde e cria a nova CPMF, já foi aprovado e passou apertado na Câmara: 259 votos, apenas dois a mais que o necessário. Mas os líderes da base estão confiantes de que terão um placar mais favorável do que na outra votação.   Texto atualizado às 15h30   (Com Agência Brasil)

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