CSS deve enfrentar resistência maior no Senado

A aprovação apertada da Contribuição Social para a Saúde (CSS) - foram 259 votos a favor, dois acima do necessário - na Câmara sinaliza uma situação complicada para o governo no Senado. Lá, a resistência à CSS começa no presidente da Casa, Garibaldi Alves (PMDB-RN), passa pela bancada da oposição e atinge, ainda mais forte do que na Câmara, a própria base governista. Para aprovar o novo tributo no Senado, o governo deve enfrentar resistência mais forte que na tentativa de prorrogar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), na votação de dezembro do ano passado. Há dias, Garibaldi declarou-se contrário à CSS. "O governo tem outras alternativas. Minha posição é clara e ninguém venha me colocar num canto da parede por causa disso", disse. Senadores que no ano passada aliaram-se ao Planalto e votaram pela prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) antecipam agora o voto contrário. As dissidências no Senado são particularmente preocupantes para os defensores do novo imposto. Em dezembro, na votação da CPMF, o governo obteve o voto de 45 senadores dos 49 necessários para prorrogar o imposto do cheque - o mínimo para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Para aprovar a CCS serão necessários 41 votos no Senado.

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