CRM de Goiás pode ser processado

O Ministério Público Federal abriu nesta quinta-feira um inquérito civil público contra o Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO) para apurar a responsabilidade do órgão sobre os atos do falsocirurgião plástico Denísio Marcelo Caron, acusado pela morte de cinco ex-pacientes e lesões corporais em mais de 30 vítimas. O médico atuava com registro de especialista em cirurgia plástica emitido pelo CRM-GO. Os promotores Fábio George e Hélio Telho podem pedir a abertura deprocesso por ato de improbidade administrativa contra o órgão. Nesse caso, os dirigentes do conselho seriam responsabilizados pela concessão de registro de especialista em cirurgia plástica em nome de Caron. O CRM de Goiás não se pronunciou sobre o assunto. A assessoria do órgãoinformou ao Estado que o presidente do CRM-GO, Erso Guimarães e os demais diretores do conselho, estão em João Pessoa, onde participam de um congresso na área médica.O Ministério Público de Goiás deve pedir nesta sexta-feira a prisão de Caron, que na semana passada passou três dias preso em Taguatinga (DF), pela morte de duas pacientes. O delegado Antonio Coelho, que veio de Taguatinga para levantar provas contra o médico, ouviu nesta quinta-feira o ex-cunhado de Caron, Vânius Figueiredo.Ele era casado com Janet Novaes, que morreu depois de uma lipoescultura com Caron, em Goiânia. Ele é irmão de Valéria Figueiredo, mulher de Caron. No depoimento ao delegado Antônio Coelho, Figueiredo afirmou que achou "absurda" a cirurgia feita em Janet. Segundo ele, o médico exagerou na lipoescultura, retirando muito mais tecido adiposo do que se recomenda ou seria necessário. Por determinação judicial, o Conselho Regional de Medicina (CRM) de Goiás suspendeu na quarta-feira o registro de Caron.

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