Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio
Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio

Crivella toma posse no Rio e promete combate à corrupção

Em discurso, prefeito eleito afirmou que "é proibido gastar", pois o "tempo é de crise"

Fábio Grellet e Márcio Rodrigues, O Estado de S.Paulo

01 de janeiro de 2017 | 13h35

Em seu discurso de posse, o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, prometeu combater a corrupção, reduzir os gastos públicos e tomar medidas para que o município supere a crise. Ele agradeceu a Deus e elogiou o arcebispo do Rio, o cardeal dom Orani Tempesta.

"Agradeço muito essa bondade e esse amor inexplicável que Deus tem por cada um de nós e que nos seus desígnios nos conduziu à posição que hoje assumimos quando tomamos posse", afirmou Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus e sobrinho do fundador dessa igreja, Edir Macedo. Crivella também agradeceu "a família". "Minha mãe querida, que aos 82 anos todo dia ora por nós de joelhos."

Crise. O novo prefeito do Rio comparou o movimento de contração do PIB do município nos últimos anos com o avanço da atividade no conjunto das demais capitais e também pediu paciência à população para superar os problemas da cidade.

Segundo ele, "é proibido gastar". Crivella fez tais afirmações ao explicar a redução do número de secretarias e de cargos de comissão na prefeitura. De acordo com ele, a crise afeta o País, o Estado do Rio de Janeiro e também a cidade que assume.

Prioridades. Em edição extra do Diário Oficial do município, Crivella publicou 78 decretos que tratam de temas como saúde, transporte e transparência administrativa. Questionado sobre qual é o mais importante dos 78 decretos, Crivella citou aquele que trata da "preparação para o combate às doenças do verão, sobretudo chikungunya, dengue e zika", todas transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. 

A maioria dos decretos trata de planos a serem desenvolvidos, como a criação de um esquema de segurança especial para o desfile dos blocos de rua durante o carnaval. Mas outros impõem medidas de execução imediata, como o corte de 50% dos gastos com cargos comissionados e a suspensão da cobrança de pedágio para motos na Linha Amarela, via expressa que liga as zonas norte e oeste do Rio. Cada motociclista pagava R$ 2,40 para trafegar pela via. A Lamsa, concessionária que administra a Linha Amarela, anunciou que desde o meio-dia deste domingo não cobra mais pedágio de motos, atendendo ao decreto de Crivella.

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