Crivella, Cesar Maia e Lindberg Farias se embolam na disputa pelo senado

Na última sondagem do Ibope, o bispo já estava atrás, mas ainda em empate técnico: 33% x 30% em favor de Cesar Maia

Alfredo Junqueira, de O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2010 | 19h14

RIO -Enquanto as pesquisas indicam a reeleição do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) com ampla vantagem sobre seus adversários, a disputa pelas duas vagas ao Senado está acirrada e promete esquentar a campanha em território fluminense. O número elevado de indecisos, na faixa de 40%, deve empurrar a definição das vagas para a última semana da eleição.

 

O senador Marcelo Crivella (PRB), que tenta a reeleição, Cesar Maia (DEM) e Lindberg Farias (PT)estão embolados nas primeiras posições. Preferido de Cabral, Jorge Picciani (PMDB) corre por fora ainda distante dos outros três, mas conta com a máquina estadual para tentar se aproximar.

 

Crivella sempre apareceu em primeiro lugar nas pesquisas, mas vem perdendo fôlego. Na última sondagem do Ibope, publicada pelo Estado no sábado, o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus já estava atrás, mas ainda em empate técnico, do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM): 33% x 30% em favor do democrata.

 

Como não conseguiu fechar coligações, o programa de TV de Crivella é o mais curto entre os principais candidatos. Ele ainda foi proibido pela Justiça Eleitoral do Rio de usar imagens e depoimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que o apoia. Seus recursos contra o veto do uso de imagens do presidente devem ser analisados hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio.

 

Cesar e Crivella, no entanto, perderam pontos porcentuais em comparação à sondagem anterior do Ibope, realizada em junho, e podem ser engolidos nos próximos dias por Lindberg Farias (PT) - de acordo com cientistas políticos ouvidos pelo Estado que vêm acompanhando a evolução da disputa. Com programa de TV produzido pelo publicitário Duda Mendonça, o petista vem veiculando depoimentos de apoio diários do presidente Lula e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, para crescer nas sondagens.

 

"Lindberg vem crescendo muito rapidamente", aponta o cientista político e diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), Geraldo Tadeu Monteiro. "Ele lançou sua candidatura há dois anos, já tinha uma estrutura montada e está se aproveitando disso", afirma.

 

Para o sociólogo Fábio Gomes, diretor-presidente do Instituto Informa, o petista é o candidato da "convergência". "Lindberg é o único que tem o apoio do Lula e do Cabral. Crivella é do Lula, mas não do Cabral. Picciani é do Cabral, mas não do Lula", explica o sociólogo.

 

Ainda de acordo com ele, o acesso de Crivella ao eleitorado evangélico e a memória do eleitorado em relação a Cesar Maia mantêm os dois como candidatos fortes. Picciani, que conta com apoio explícito de Cabral, pode ter chance se encostar no grupo durante a quinzena.

 

"Se ocorrer uma disparada da candidatura do Lindberg, pode haver uma dramaticidade na disputa pela segunda vaga. Isso pode envolver mais o eleitor na campanha e diminuir o número de indecisos", analisou Gomes.

 

Enquanto as pesquisas indicam a reeleição do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) com ampla vantagem sobre seus adversários, a disputa pelas duas vagas ao Senado está acirrada e promete esquentar a campanha em território fluminense. O número elevado de indecisos, na faixa de 40%, deve empurrar a definição das vagas para a última semana da eleição.

 

O senador Marcelo Crivella (PRB), que tenta a reeleição, Cesar Maia (DEM) e Lindberg Farias (PT)estão embolados nas primeiras posições. Preferido de Cabral, Jorge Picciani (PMDB) corre por fora ainda distante dos outros três, mas conta com a máquina estadual para tentar se aproximar.

 

Crivella sempre apareceu em primeiro lugar nas pesquisas, mas vem perdendo fôlego. Na última sondagem do Ibope, publicada pelo Estado no sábado, o bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus já estava atrás, mas ainda em empate técnico, do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM): 33% x 30% em favor do democrata.

 

Como não conseguiu fechar coligações, o programa de TV de Crivella é o mais curto entre os principais candidatos. Ele ainda foi proibido pela Justiça Eleitoral do Rio de usar imagens e depoimentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - que o apoia. Seus recursos contra o veto do uso de imagens do presidente devem ser analisados hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio.

 

Cesar e Crivella, no entanto, perderam pontos porcentuais em comparação à sondagem anterior do Ibope, realizada em junho, e podem ser engolidos nos próximos dias por Lindberg Farias (PT) - de acordo com cientistas políticos ouvidos pelo Estado que vêm acompanhando a evolução da disputa. Com programa de TV produzido pelo publicitário Duda Mendonça, o petista vem veiculando depoimentos de apoio diários do presidente Lula e da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, para crescer nas sondagens.

 

"Lindberg vem crescendo muito rapidamente", aponta o cientista político e diretor-executivo do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), Geraldo Tadeu Monteiro. "Ele lançou sua candidatura há dois anos, já tinha uma estrutura montada e está se aproveitando disso", afirma.

 

Para o sociólogo Fábio Gomes, diretor-presidente do Instituto Informa, o petista é o candidato da "convergência". "Lindberg é o único que tem o apoio do Lula e do Cabral. Crivella é do Lula, mas não do Cabral. Picciani é do Cabral, mas não do Lula", explica o sociólogo.

 

Ainda de acordo com ele, o acesso de Crivella ao eleitorado evangélico e a memória do eleitorado em relação a Cesar Maia mantêm os dois como candidatos fortes. Picciani, que conta com apoio explícito de Cabral, pode ter chance se encostar no grupo durante a quinzena.

 

"Se ocorrer uma disparada da candidatura do Lindberg, pode haver uma dramaticidade na disputa pela segunda vaga. Isso pode envolver mais o eleitor na campanha e diminuir o número de indecisos", analisou Gomes.

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