Crítica de instituto de finanças é 'leviana', diz Dilma

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, respondeu ontem, em Paris, às críticas do Instituto Internacional de Finanças (IIF), feitas nesta semana, em Viena, na Áustria. Segundo o instituto, a eleição da petista traria maior risco de derrapagem macroeconômica, poucas reformas estruturais e dificuldades de aumentar o crescimento do PIB.

AE, Agência Estado

16 de junho de 2010 | 11h37

"Não acredito que seja a opinião dos bancos internacionais", ponderou ela, classificando a opinião do instituto como "pessoal" e "leviana". A candidata ainda enfatizou: "Duvido muito que uma instituição que congregue bancos iria assumir uma posição tão precipitada e superficial como essa."

A análise foi feita pelo economista Frederick Jaspersen, que representou o IIF - organismo que congrega os grandes bancos estrangeiros - em um evento realizado no Palácio Imperial Hofburg, em Viena. Jaspersen afirmou que um eventual governo com a petista Dilma Rousseff tenderia ao aumento dos gastos públicos, ao relaxamento do controle da inflação e à alta dos juros.

Além disso, criticou Jaspersen, a petista enfatizaria a política industrial centrada nas empresas estatais e deixaria as agências regulatórias à mercê de pressões políticas. Em contrapartida, o economista do IIF afirmou que o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, endureceria o controle fiscal e reduziria os juros, o que resultaria na desvalorização do real. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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