Crítica a Lula ajuda Mercadante, diz presidente do PT-SP

O presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, ironizou as críticas feitas ontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador paulista, Alberto Goldman, ambos do PSDB, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Cada vez que eles batem no Lula, nosso eleitorado que está com (o candidato a governador Geraldo) Alckmin por falta de orientação logo se orienta e vai para o (Aloizio) Mercadante", disse Edinho.

GUSTAVO PORTO, Agência Estado

15 de setembro de 2010 | 17h43

Ontem, FHC afirmou que Lula age como "militante e chefe de facção" durante a campanha eleitoral. Já Goldman reagiu aos ataques anteriores do presidente e afirmou, em Ribeirão Preto (SP), que as críticas de Lula à oposição são uma "atitude muito perigosa para quem quer viver num regime democrático".

Edinho avaliou que as críticas tucanas podem ajudar Mercadante a levar para o segundo turno a eleição no Estado de São Paulo, embora desde o início as pesquisas apontem uma vitória de Alckmin no primeiro turno. "Nosso tracking interno aponta o Mercadante com 27%, 28%. Podemos chegar a 34% com esse eleitor que sempre esteve ao lado do PT", disse. "Além disso, a própria Dilma (Rousseff, candidata petista à Presidência) cresce em São Paulo."

Ainda de acordo com o presidente do PT paulista, só "um grande erro" de Mercadante poderá tirá-lo do segundo turno. Edinho admitiu que, em 2006, a campanha do senador ao governo paulista, derrotado por José Serra no primeiro turno, foi impactada pelo caso dos "aloprados" - militantes do PT flagrados na tentativa de comprar um dossiê contra tucanos. "Agora que o Mercadante cresce, esse assunto volta ao noticiário, mas estamos tranquilos", afirmou.

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