Crítica a bolsas em SP é burra, diz Serra

Tucano nega que benefícios tenham caráter assistencialista

Silvia Amorim, O Estadao de S.Paulo

31 de julho de 2009 | 00h00

O governador paulista, José Serra (PSDB), negou ontem que o anúncio, em menos de uma semana, de programas de distribuição de bolsas a desempregados e a jovens imprima a seu governo a marca assistencialista tanto criticada pelo PSDB no governo federal. Na segunda-feira, o tucano divulgou uma parceria com a prefeitura da capital para a concessão de ajuda de R$ 450 a 2.500 estudantes para estagiar em escolas municipais. Ontem ele oficializou, conforme antecipou o Estado, que pagará R$ 210 a 40 mil desempregados que participarem de cursos de qualificação profissional oferecidos pelo governo."Eu diria que é uma crítica beócia", respondeu o governador. Pouco antes, o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, havia reagido às críticas em seu discurso. "Esse é um programa absolutamente sério. Não tem conotação eleitoreira. Aqui não se faz demagogia. Nós trabalhamos."Para conceder os R$ 210 a desempregados entre 30 e 59 anos, o governo reduziu a meta de atendimento fixada no início deste ano. Seriam atendidas 60 mil pessoas nos cursos, mas, com a criação da bolsa, serão 40 mil.O programa de qualificação existe desde 2008, mas só neste ano os beneficiários receberão ajuda financeira durante os três meses de curso. No ano passado, 26 mil pessoas participaram - a meta era atender 30 mil.Para 2010, ano eleitoral, a meta mais que dobrará em relação a este ano. A previsão, disse Afif, é atender 90 mil desempregados. A concessão de bolsa está em estudo. "Introduzimos a bolsa quando tomamos conhecimento do tamanho da crise."No programa de estágio para jovens, das 2.500 vagas oferecidas, 200 serão disponibilizadas neste ano e o restante somente em 2010.

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