Critério jurídico arquivou processo de deputado, diz Temer

Fábio usou parte da sua cota de passagens aéreas para levar artistas a Natal, no Rio Grande do Norte

LUCIANA NUNES LEAL, Agencia Estado

23 de junho de 2009 | 12h30

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse hoje que não usou critérios éticos, mas apenas jurídicos, ao decidir pelo arquivamento do processo contra o deputado Fábio Faria (PMN-RN), que usou parte da sua cota de passagens aéreas para levar artistas a Natal, no Rio Grande do Norte, onde animaram seu camarote no carnaval fora de época. "Não posso examinar a questão ética, mas sim o aspecto jurídico. O sistema jurídico da época não fazia restrição ao uso da cota de passagens." Em 2007, Faria também patrocinou, com recursos da Câmara, viagens da então namorada Adriane Galisteu, da ex-sogra e de amigos.

No dia 3 de junho, Michel Temer determinou o arquivamento do processo e, com isso, Fábio Faria não responderá por quebra de decoro parlamentar. O presidente da Câmara afirmou que dois pareceres encomendados a juristas de renome o ajudaram a formar a convicção. Os pareceres foram contratados pela câmara por R$ 150 mil aos juristas Clovis de Barros Filhos e Manuel Gonçalves Ferreira Filho.

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