Cristovam diz que errou ao crer em promessa do governo Lula

O senador Cristovam Buarque (PT-DF) fez um ?mea culpa? hoje da tribuna, por ter votado contra o projeto da oposição que fixava o salário mínimo em R$ 275. Ele disse que terminou optando pela proposta do governo, de R$260, ?não por qualquer desvio de conduta ética?. ?Mas pelo grave erro político de acreditar que o governo, a qual pertenço, cumpriria o acordo de realizar um choque social para beneficiar os pobres do Brasil?, justificou. Para o senador, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao conjunto das 12 medidas do choque social, prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias do ano que vem, mostrou que suas expectativas estavam erradas. ?Vim pedir desculpas aos seis mendigos mortos, aos quatro feridos nas praças de São Paulo e a José Antonio Andrade Souza, aquele homem de 30 anos que ateou fogo ao próprio corpo em frente ao Palácio do Planalto?, afirmou. Senadores de oposição elogiaram a ?coragem e lucidez? de suas críticas ao governo. ?Peço desculpas aos pobres que acreditaram na promessa do choque social, à oposição, à qual chamei de demagógica, aos colegas senadores dos quais tentei mudar o voto, especialmente aos de meu partido?, complementou. É o segundo ato de rebeldia do petista esta semana. Na terça-feira, ele se solidarizou com o senador Tasso Jeresissati (PSDB-CE) interpelado judicialmente pelo tesoureiro do PT, Delúbio Soares. Ele disse que não concordava com a medida. Ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque foi demitido por telefone, em janeiro, mesmo depois de recebido a garantia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que continuaria no cargo. Ainda assim, em nenhum momento falou em deixar o partido.

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