Pedro França/Agência Senado
Pedro França/Agência Senado

Cristovam Buarque responde a manifestantes que o hostilizaram: 'Esse pessoal perdeu o discurso'

Senador foi chamado de 'golpista' e 'traidor dos trabalhadores', em Minas Gerais; ex-ministro de Lula, parlamentar votou a favor do impeachment de Dilma e pela reforma trabalhista

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2017 | 09h40

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) publicou um vídeo em seu Facebook respondendo a manifestantes que o chamaram de "golpista" e "traidor da educação" nesta terça-feira, 18, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O parlamentar, que chegou a ser vaiado enquanto participava de evento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), disse que "esse pessoal perdeu o discurso" e que "eles não querem lutar por mais recurso, querem apenas pedir mais dinheiro".

"Esse pessoal perdeu o discurso. E não querem lutar por mais recurso. Eles querem apenas pedir mais dinheiro, mais para a escola, mais para estádio. Eles não querem lutar por mais para a escola e menos estádio", disse o parlamentar no vídeo. "Ficaram para trás. Por isso, eles agridem."

O senador explicou que participava de sessão especial de ensino a distância da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) na universidade. Buarque escreveu que o grupo de manifestantes "o abordou de forma bastante desrespeitosa". "Para pessoas que têm opiniões contrárias e que agem dessa forma, envio o meu recado: viver num país em que se é hostilizado por pensar diferente é mais um incentivo para que eu continue a minha luta pela educação", escreveu. 

Em vídeos publicados nas redes sociais, Buarque é vaiado, chamado de "golpista", "traidor dos trabalhadores", "cínico" e "traidor da educação". "Está vendendo as universidades", diz um dos manifestantes. 

Ex-ministro da Educação no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador votou no ano passado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Neste mês, Buarque também votou favorável ao texto da reforma trabalhista. 

Segundo a agenda da UFMG, o parlamentar também participaria do lançamento do seu livro "Mediterrâneos invisíveis" na tarde desta terça-feira. 

À noite, Buarque foi novamente hostilizado, desta vez próximo ao Teatro Cidade, no centro de Belo Horizonte, e voltou a ser chamado de "golpista". O senador chegou a ser escoltado por alguns policiais, como mostram gravações publicadas nas redes sociais.

Procurada pelo Estado, a UFMG ainda não se manifestou. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.