Cristina chega ao Planalto e deve tratar de energia com Lula

Em segundo encontro dos dois, um dos principais pontos a será a integração energética entre Brasil e Argentina

Tânia Monteiro, do Estadão,

19 de novembro de 2007 | 17h58

A presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández Kirchner, chegou ao Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira, 19, para um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um dos principais pontos da agenda será a integração energética entre Brasil e Argentina. Segundo se informou em Buenos Aires, Cristina quer aumentar os investimentos da Petrobras na Argentina e pensa fazer uma parceria estratégica com a estatal brasileira.Na capital argentina, a decisão de reunir-se pela segunda vez com Lula em tão breve período - 50 dias - está sendo interpretada como a confirmação de que o eixo Buenos Aires-Brasília é consideravelmente mais importante do que o eixo Buenos Aires-Caracas. Segundo o tradicional jornal La Nación, a agenda exterior de Cristina responde à simples equação de "primeiro o Brasil, depois o mundo". O encontro terá agenda aberta, mas a chancelaria argentina informou que o encontro visa a reforçar a aliança estratégica Brasil-Argentina.A integração energética entre os dois países tem especial interesse para a Argentina, já que uma crise no setor paira sobre o país desde 2004. Entre maio e agosto deste ano, o governo do marido de Cristina, o presidente Néstor Kirchner, teve de reduzir a oferta de gás e energia elétrica à indústria.Uma empresa que causa admiração aos Kirchner é a Petrobras. Tanto quanto Néstor, Cristina sonha em ter uma estatal energética do nível da brasileira. No passado, a Argentina teve a YPF, privatizada nos anos 90 e vendida à espanhola Repsol na virada do século.Cristina tomará posse no dia 10 de dezembro com elevada popularidade e alta expectativa. Segundo uma pesquisa da consultoria OPSM, 69% dos argentinos acham que o governo dela será "bom" ou "muito bom" e só 9% consideram que será "ruim" ou "muito ruim". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo   A presidente eleita está acompanhada de seis ministros: Martín Lousteau (Economia) e Lino Barañao (Ciência e Tecnologia), Alberto Fernández (Chefe de Gabinete), Jorge Taiana (Relações Exteriores), Julio De Vido (Planejamento) e Nilda Garré (Defesa), além do porta-voz da Presidência, Miguel Núñez.

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