Mídia Ninja/Divulgação
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Crise petista abre brecha a PSOL, PCdoB e Rede

Dissidentes e aliados do Partido dos Trabalhadores ganham espaço e podem eleger prefeituras em capitais como Macapá, Aracaju e Belém, além de chances no Rio e Porto Alegre

Isadora Peron / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

02 de outubro de 2016 | 05h00

A fragilidade do PT diante do impeachment de Dilma Rousseff e dos desdobramentos da Operação Lava Jato, com prisões de petistas e denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fizeram com que seus tradicionais aliados aproveitassem o momento para tentar crescer em cima da provável perda de prefeituras comandadas pelo partido.

Essa é a avaliação de integrantes de partidos como o PSOL e o PCdoB, que afirmam esperar o aumento no número de candidatos eleitos no domingo com base neste cenário. “Não temos nenhuma arrogância de achar que vamos virar uma força de esquerda fantástica a partir destas eleições”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Para ele, o partido se beneficia do “desencanto” das pessoas com a política tradicional, porque ainda é visto como “diferente” e defende ideias mais progressistas. “Independentemente do resultado numérico, pode-se dizer que o PT é hoje uma força política declinante, cada vez mais desacreditada e ‘peemedebizada’, e o PSOL está em ascensão.”

Criado por dissidentes petistas, em 2004, o PSOL conquistou apenas duas prefeituras e 49 cadeiras de vereadores em 2012. Dirigentes da legenda afirmam que há chances de eleger pelo menos 20 prefeitos em cidades pequenas, médias e grandes, e de dobrar os vereadores. O partido lançou 429 candidaturas a prefeito, 24 delas em capitais. Nomes do PSOL aparecem liderando a disputa em Belém e Cuiabá, e há possibilidade de ir ao segundo turno no Rio, com Marcelo Freixo, e em Porto Alegre, com Luciana Genro.

Aliado histórico do PT, o PCdoB também está otimista para esta eleição. Segundo a presidente do partido, Luciana Santos, a sigla deve eleger pelo menos o dobro de prefeitos em comparação com 2012, quando conquistou 56 prefeituras. Ao todo, o partido lançou 329 candidatos a prefeito. Nas capitais, o candidato com mais chance de vitória é Edvaldo Nogueira (PCdoB), em Aracaju. Outro partido que também pode ser beneficiário do espólio do PT é a Rede Sustentabilidade, da ex-petista Marina Silva. O partido tem chance real de vencer em Macapá, com a reeleição do atual prefeito Clécio Luis.

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