Crise no Senado não pode blindar CPI da Petrobras, diz tucano

Senador Álvaro Dias defende instalação da comissão antes do recesso e promete ir ao STF se isso não acontecer

Andréia Sadi, do estadao.com.br,

24 de junho de 2009 | 12h09

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) defende a instalação da CPI da Petrobras antes do recesso parlamentar, no mês que vem, mesmo com a crise que atinge o Senado. Segundo ele, a crise passa e não se pode blindar o que realmente é prioridade, "investigar a estatal". "Há um compromisso de instalação da CPI da Petrobras ainda neste dia 30. São demandas investigar a Petrobras. Não podemos ficar atordoados com o pânico desta crise e não investigar o que é prioridade, como a estatal", afirmou em entrevista ao estadao.com.br na última terça-feira.

 

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Álvaro é o autor do requerimento que pede a criação da comissão que vai apurar, entre outras coisas, uma manobra contábil que permitiu que estatal adiasse o pagamento de impostos de R$ 4 bilhões.

Para o senador, as medidas contra os atos secretos são administrativas e podem seguir "paralelamente" à investigação da Petrobras. " É responsabilidade de atuação parlamentar".

 

O tucano voltou a afirmar que, caso a instalação seja jogada para o segundo semestre, o partido recorrerá a medidas judiciais, como o ingresso no Supremo Tribunal Federal para garantir o seu funcionamento. " Queremos trabalhar já no recesso. Isso (atos secretos) não pode mudar a rotina de trabalho no Senado e vamos lutar para que a CPI não fique para depois do recesso, porque isso não interessa para o governo também já que invade o período eleitoral, disse, referindo-se ao período de duração de 180 dias da comissão.

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