Crise na gestão foi 'fabricada', diz ministra da Cultura

Ao visitar a Casa de Rui Barbosa, palco de desentendimentos com o candidato à presidência da instituição, Ana de Hollanda afirma que episódio 'faz parte do processo'

Roberta Pennafort, da Agência Estado

10 de março de 2011 | 18h03

RIO - A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse na tarde desta quinta-feira, 10, que a crise atribuída a sua gestão é "fabricada". "Não vejo como crise. É parte do processo da cultura. Se você for olhar, o ministério sempre teve crise: a aceitação de um lado, a insatisfação do outro lado", afirmou a ministra depois de visitar a Casa de Rui Barbosa.

A instituição, vinculada ao ministério, ganhou visibilidade nacional por conta da polêmica em torno do nome do sociólogo Emir Sader, que iria assumir sua presidência. Como ele incomodou a ministra e até a presidente Dilma Rousseff, ao fazer declarações contrárias à ministra, acabou sendo trocado pelo sociólogo Wanderley Guilherme dos Santos, que ainda tomará posse.

Na casa, Ana se reuniu com funcionários e os tranquilizou, dizendo que a gestão de Wanderley Guilherme será de continuidade em relação à atual, de José Almino de Alencar. A ministra também comentou, depois da visita, outra questão controversa, a dos diretos autorais. Ela garantiu que a nova legislação, assim como a vigente, será analisada por advogados especializados na área e que todas as áreas da cultura serão ouvidas. "É minha responsabilidade. Não posso endossar um projeto que eu não conheço e que está sendo questionado".

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