Crise mostrou que o Estado é imprescindível, afirma Lula

Mito de que 'Estado não presta' e que 'é preciso primeiro crescer para depois distribuir' ruiu, diz presidente

Lucinda Pinto, da Agência Estado,

20 Outubro 2009 | 00h05

Frente a uma plateia repleta de grandes empresários, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a importância do papel do Estado na economia durante seu discurso na premiação da 12ª edição da pesquisa "As Empresas Mais Admiradas no Brasil", realizada pela revista CartaCapital. "A crise serviu para acabar com a histeria ideológica que dizia que o Estado não presta", afirmou. "A crise econômica nos fez perceber que é imprescindível que o setor privado seja competente, mas que é imprescindível que o Estado exista."

 

"Outro aprendizado é que o Brasil não precisa primeiro crescer para depois distribuir", argumentou. "Com o mínimo que foi distribuído para a classe pobre, foi criada uma cadeia incomensurável de consumidores que nem imaginávamos que existia." Lula lembrou aos empresários que são as faixas de baixa renda que hoje estão consumindo seus produtos. Na plateia, estavam representantes de empresas como Nestlé, Natura, Itaú Unibanco e Perdigão.

 

Lula estava acompanhado dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do Desenvolvimento, Miguel Jorge, além do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Para os empresários, ele pediu mais investimentos, lembrando que o País tem condições de cumprir previsão do Banco Mundial de que o Brasil em 2016 será a quinta maior economia do mundo.

 

"Com o pré-sal, temos condições de subir alguns degraus. Temos condições de estar entre as quatro maiores economias. E sem precisar inventar." Lula disse que, publicamente, muitos empresários têm a mania de reclamar do País. "Têm vergonha de falar bem do País", afirmou. "Mas hoje o País conquistou uma respeitabilidade que é um patrimônio."

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