Crise faz prefeito congelar pagamentos em Ribeirão Preto

Crise faz prefeito congelar pagamentos em Ribeirão Preto

Duarte Nogueira (PSDB) assume mandato e assina 25 decretos para enfrentar a crise político-financeira da cidade, que está com salários atrasados e teve a prefeita anterior presa

Rene Moreira, especial, O Estado de S. Paulo

01 de janeiro de 2017 | 18h13

RIBEIRÃO PRETO - Empossado neste domingo, 1º, o novo prefeito de Ribeirão Preto (SP), Duarte Nogueira (PSDB), já assinou 25 decretos com o objetivo de enfrentar a dívida de mais de R$ 2 bi da prefeitura. Segundo ele, as medidas são para arrumar as finanças da cidade, que enfrenta uma crise política sem precedentes. A ex-prefeita Dárcy Vera (PSD) foi afastada do cargo e inclusive presa no fim do mandato, por suspeita de corrupção.

Após assumir como prefeito, Nogueira convocou a imprensa no Palácio Rio Branco, sede do governo, para dizer que os pagamentos e contratações estão congelados por 60 dias. A prioridade, afirmou o novo prefeito, é pagar os salários dos servidores municipais, o que deve ocorrer até 13 de janeiro.

Outra medida anunciada foi o corte de 50% no orçamento das secretarias municipais. As alterações serão publicadas nesta segunda-feira, 2, no Diário Oficial do Município.

Nogueira já havia dito, horas antes, ao ser empossado em cerimônia no Theatro Pedro II, que será preciso paciência no início de governo, mas que "o futuro será recompensador". 

O novo prefeito afirmou ter escolhido os membros de seu governo levando em consideração a "capacidade técnica". No entanto, diz estar ciente de que a situação na prefeitura está complicada. "Os resultados podem demorar para aparecer", declarou.

Câmara. O vereador Rodrigo Simões (PDT) foi eleito presidente da Câmara de Ribeirão Preto para o exercício de 2017. Ele obteve 14 votos, contra 13 de Gláucia Berenice (PSDB), candidata do prefeito. 

Ampliada agora com 27 vereadores, cinco a mais do que na gestão anterior, a Câmara terá como maior bancada o PDT, com seis vereadores. O partido estará ao lado de PSDB, PMDB e PP, com três cada. 

Dos vereadores eleitos, somente Capela Novas (PPS) não foi empossado por decisão da Justiça. Ele é investigado pela Operação Sevandija, que apura corrupção na política local.

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