Crise e demissões precipitam reforma ministerial

O presidente Fernando Henrique Cardoso precipitou hoje o início da reestruturação de seu Ministério, que pretende fazer em março. Além de contemplar o presidente do PFL, Jorge Bornhausen (SC), e o vice-presidente da República, Marco Maciel (PE), com pastas para recompor a base aliada e corresponder ao apoio de ambos no embate contra o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), o presidente quer dar um perfil mais social e gerencial à administração federal em seus dois últimos anos de mandato. "A reforma não deverá ser ampla, mas só o presidente tem na cabeça a mudança que pretende fazer. Alguma coisa vai ter", informou um assessor palaciano. Segundo colaboradores próximos de Fernando Henrique, o presidente não mencionou qualquer nome ministeriável, mas está ouvindo muito e deverá refletir durante o feriado de Carnaval. "Será uma decisão dele, sem ingerências de partidos", disse o assessor. O que se sabe das conversas fechadas no Palácio da Alvorada é que Fernando Henrique está insatisfeito com vários ministros, mas não deverá substitui-los todos, para não desorganizar a composição política com os partidos da base. José Gregori (Justiça), Alcides Tápias (Desenvolvimento Industrial), Ovídio de Angelis (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) e Fernando Bezerra (Integração Nacional) são alvos de críticas permanentes do presidente, pelo desempenho insatisfatório enquanto gestores de suas áreas.

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