Crise dos cartões afeta, mas não define popularidade de Lula

Pesquisa CNT/Sensus mostra também que 53,3% dos entrevistados são contra o uso dos cartões corporativos

Rosana de Cassia, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2008 | 12h00

A pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, 18, mostrou que para 48% dos entrevistados o uso indevido de cartões corporativos no governo federal afeta a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se forem consideradas apenas as pessoas que têm acompanhado ou ouviram falar do tema, 74,9% consideram que o escândalo dos cartões afeta a imagem do presidente. Já para 13% dos entrevistados, a crise não afeta a imagem de Lula.  Veja também:Avaliação positiva do governo Lula é a maior desde 2003A avaliação do governo Lula    Questionado sobre a contradição entre as pessoas afirmarem que a crise afeta a imagem de Lula, ao mesmo tempo que a popularidade dele e do governo atingiram os melhores níveis, desde 2003, o diretor da Sensus, Ricardo Guedes, explicou que essa crise não é determinante para a popularidade do presidente.  "Ela afeta, mas não é determinante para o presidente. Determinante é a economia", afirmou Guedes, que não soube afirmar se na ausência dessa crise política Lula estaria com a popularidade ainda maior. "É difícil afirmar, mas a popularidade poderia estar mais alta", disse. A pesquisa mostrou ainda que 53,3% dos entrevistados manifestaram-se contra a manutenção do uso dos cartões corporativos, enquanto apenas 7% se disseram a favor e 2,2% a favor, desde que regido por normas.  Outro dado da pesquisa é que 45% dos entrevistados disseram que ministros e funcionários que usaram indevidamente os cartões deveriam perder o cargo e repor os gastos. Para 12,8%, deveriam somente repor os gastos. E para 3,2%, somente perder o cargo. Disseram que não devem nem perder o cargo nem repor o cargo, 1,4% dos entrevistados.

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