Crise do PT ameaça unidade em Recife, reitera Campos

A divisão do PT de Recife, agravada recentemente pela decisão do comando nacional do partido de impor o nome do senador Humberto Costa para a disputa pela Prefeitura, praticamente impede a unidade da frente de partidos que apoia o atual prefeito petista João da Costa.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

14 de junho de 2012 | 14h02

A opinião é do governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, que voltou a sinalizar nesta quinta-feira com a possibilidade de o partido lançar candidatura própria. O governador já exonerou quatro secretários de Estado filiados ao PSB para permitir que um deles dispute a Prefeitura.

"Eu sempre disse que a unidade do PT é importante para a unidade da frente. Mas estamos a 15 dias do período final das convenções e não há sinais de unidade no PT. Esse jogo de nomes e a divisão retira do PT as condições de liderar o processo e unificar a frente", afirmou o governador, que está no Rio para participar de um evento paralelo da Rio+20.

Eduardo Campos evitou tratar a candidatura própria do PSB como fato consumado e disse que ainda está dialogando com os partidos da base e com o próprio PT. No entanto, não escondeu a preocupação com a fragilidade de uma candidatura petista diante do quadro conflagrado do partido em Recife.

"No entendimento do PSB, os secretários (que foram exonerados) têm que estar em condição de um deles ser candidato e unificar a frente ou pelo menos unificar parte da frente. Ninguém faz frente por decreto, o importante é que se preserve o conteúdo das propostas que nos unem", afirmou o governador. "Para ser prefeito do Recife, não necessariamente tem que ser do Partido dos Trabalhadores. Ser do PT não é requisito legal, assim como também não se exclui que o PT tenha candidato. Mas, se o PSB tiver um nome, por que não?"

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