Crise até em sessão especial

Sindicalista cita risco de desmoralização do Senado

Luiz Weber, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

01 de julho de 2009 | 00h00

Nem mesmo na presidência de sessão especial o senador José Sarney (PMDB-AP) está escapando de ouvir cobranças. Conhecidas pelo tom "oba-oba", as sessões especiais servem para homenagear de cantores populares a empresários. Nessas ocasiões, a distribuição de elogios é geral. Para o presidente da Casa, que se afastou do calor das sessões do plenário para evitar a pressão por sua licença, a comemoração pelos 50 anos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), era uma sessão de baixo risco. O ponto culminante era a entrega a Sarney da medalha Mérito Machado de Assis.No entanto, estreante no púlpito do Senado, o servidor João Domingos Gomes dos Santos, presidente da confederação, causou constrangimento. "Nós, do movimento sindical, estamos também acostumados a viver momentos de grande turbulência. Não nos cabe aqui entrar no mérito da turbulência que ocorre no momento, até porque não temos procuração. Cabe-nos, sim, deixar, de forma insofismável, a nossa decisão de defender o Congresso Nacional, porque aqui mora a democracia. O dia em que se desmoralizar esta Casa, estará desmoralizada a própria democracia", disse Domingos. O servidor ainda endereçou um recado ao presidente da Casa: "Senador José Sarney, não permita que a Casa da democracia seja desmoralizada". Ao fim, Gomes dos Santos disse para um Sarney que tentava se manter impassível: "O motivo principal desta homenagem é deixar estabelecido, definitivamente, que a nossa confederação e o conjunto da nossa categoria não vão permitir a desmoralização do Congresso.

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