Crise arranha imagem do governo Dilma, diz analista

A saída do ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, a segunda queda ministerial em pouco mais de seis meses de gestão, arranha a imagem do governo da presidente Dilma Rousseff junto à opinião pública, ao mesmo tempo que leva a presidente a ter um comando mais efetivo de sua administração.

GUSTAVO URIBE, Agência Estado

06 de julho de 2011 | 18h11

A avaliação é do professor de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Marco Antonio Carvalho Teixeira, segundo o qual Dilma está aos poucos impondo seu estilo de gestão no Planalto. "Isso é produto de uma crise e a crise não é boa para ninguém, mas, ao mesmo tempo, é uma oportunidade de construir um governo mais afinado com sua linha de atuação."

O professor da FGV lembrou que tanto o ex-ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci como Nascimento vieram da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Os dois que saíram eram muito mais vinculados ao governo anterior do que uma escolha pessoal dela", afirmou. "Aos poucos, a presidente Dilma vai assumindo de certa forma uma feição de comando do seu governo."

Para Carvalho Teixeira, o governo Dilma pode iniciar um novo processo de negociação com a base aliada após a queda de Nascimento. "Ela pode obrigar, a partir de agora, que os partidos indiquem nomes com um perfil mais próximo da expectativa dela."

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