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Criminosos preferem seqüestro, diz Petrelluzzi

O secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Marco Vinício Petrelluzzi, disse hoje, em entrevista coletiva à imprensa, que está havendo uma migração dos criminosos de outros crimes para o crime de seqüestro em São Paulo. Segundo ele, como a polícia estaria combatendo com eficiência outros crimes, os criminosos estariam migrando para esta área. "O que estamos fazendo é reorientar os recursos policiais para apoio a esta área", afirmou. ?No caso do seqüestro, há alguns princípios humanitários que devem ser seguidos, por isso, nos afastamos?, explicou o secretário. ?A polícia mantém uma distância prudente, uma distância adequada?.Petrelluzzi citou um texto do Jornal da Tarde sobre a não divulgação de seqüestros. Segundo o secretário, os números sobre seqüestros do Rio de Janeiro não são os números mais confiáveis do Brasil porque, na cidade, há uma conexão entre o tráfico de drogas e esse tipo de crime.?Tem gente que gosta de fazer torneio entre o Rio e São Paulo sobre criminalidade. Tem hora que não dá para fugir. Como o papel que o governador do Rio fez, até com ato jocoso, oferecendo policiais do Rio para resolver seqüestros em São Paulo. Nunca ninguém quis fazer este tipo de comentário?, desabafou.?Quando houve um caso no Rio, nunca ninguém fez gozação. Quando houve assalto na Secretaria, ninguém falou. Quando se anunciou a aliança do governo com a banda podre da polícia também. Só que, neste momento, sou obrigado a responder. No Rio de Janeiro houve leniência em relação ao tráfico de entorpecentes. Experiências positivas, as policias do mundo trocam-nas. Esta sempre foi a postura de São Paulo, mas isto tem limite", criticou Petrelluzzi, que considerou oportunista a atitude do governador Anthony Garotinho.Segundo o secretário, 101 seqüestradores foram presos no último ano, em São Paulo, além de 19 cativeiros que foram estourados em 2001 e 7 seqüestradores mortos. Mesmo assim, ele reconheceu que houve um aumento no número de seqüestros no Estado. Ele informou que, no primeiro semestre deste ano, ocorreram 100 casos de seqüestros no Estado e, no segundo semestre, três ainda estão em andamento.O secretário defendeu a não divulgação pela imprensa de notícias sobre os seqüestros, para não atrapalhar as investigações da polícia e, sobretudo, para não colocar em risco a vida do seqüestrado. ?O princípio de humanidade tem de ser anterior a qualquer outro?, disse e repetiu, durante a entrevista. Ele salientou que, no caso da família Abravanel, a polícia, apesar de afastada do caso, continuou as investigações. "A polícia se afasta do acompanhamento do seqüestro ao lado da família, mas não abandona as investigações. Continuamos a investigar o caso", disse, ao anunciar a criação de regionais da delegacia de seqüestro. O secretário confirmou que serão criadas mais três regionais da Delegacia de Combate ao Seqüestro, que é subordinada ao Departamento de Proteção ao Patrimônio (Depatri). As regionais deverão começar a funcionar em 20 dias.

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