Crime organizado pode estar por trás de quadrilha

A Polícia Federal vai requisitar os autos da operação que desmontou, em São Paulo e no Paraná, a maior quadrilha de clonagem de telefones celulares até agora descoberta no País. A Direção Geral da PF determinou que, caso sejam comprovados os indícios de conexão do bando com o crime organizado internacional, seja aberto um inquérito federal na superintendência da instituição, em São Paulo.Essa não é a primeira grande quadrilha de clonagem de celulares apanhada no País. Há dois anos, foi preso no Paraná um grupo de libaneses envolvido com esse crime. A quadrilha usava o mesmo modo operacional. O procedimento das autoridades foi o mesmo nos dois casos. Detectado o problema, a operadora de telefonia acionou a Secretaria de Segurança e as investigações foram entregues à Polícia Civil.Em 2002, a PF também acompanhou as investigações, mas na ocasião não foi necessária a abertura de um inquérito específico. Na atual investigação, as atenções da PF se voltam para o líder da quadrilha, William Zakhour, que tem documentos pessoais de brasileiro, mas o sotaque denuncia ser árabe. A PF quer também todos os elementos que apontem ligações da quadrilha com grupos mafiosos internacionais.

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