Criança Feliz reduz a menos da metade orçamentos anunciados em julho

Números divulgados pelo ministro do Desenvolvimento Social são inferiores aos valores informados durante o anúncio do programa social no meio do ano pelo então governo interino

Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2016 | 12h50

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, anunciou nesta quarta-feira, 5, que o Programa Criança Feliz vai consumir bem menos da metade dos valores da pasta anunciados pelo então governo interino, em julho. Segundo ele, a iniciativa vai custar, nesses últimos meses de 2016, cerca de R$ 30 milhões, ante os R$ 80 milhões divulgados no meio do ano. “Vamos trabalhar esse ano nos programas já existentes”, disse, em coletiva de imprensa após a cerimônia de lançamento da iniciativa, no Palácio do Planalto. 

O governo também anunciou que para o ano que vem o orçamento será de R$ 300 milhões. “Estimamos atender cerca de 600 mil crianças”, disse o ministro. Em julho, o governo interino anunciou que a verba para 2017 do programa, que vai atender crianças de 0 a 3 anos, seria de R$ 1 bilhão. A estimativa anunciada nesta quarta pelo ministro para 2018 também difere da anunciada em julho. Segundo Terra, a meta agora é gastar R$ 800 milhões, ante R$ 2 bilhões da previsão divulgada em julho pelo ministério.

Segundo Terra, a ideia é que o programa tenha visitadores  - que são profissionais com ensino médio - que cuidarão de 30 famílias com visitas semanais. O ministro afirmou que para o visitador, que receberá capacitação, ser repassado cerca de R$ 1.650 por mês. “Se a prefeitura quiser colocar mais pode também”, afirmou.

No caso dos supervisores o repasse feito às prefeituras ou para instituições que o município recomente será de R$ 3 mil. “E ai teremos os multiplicadores em nível estadual, que o repasse de cerca de R$ 8 mil por mês”, afirmou.

Terra afirmou que o programa é uma espécie de avanço em relação ao Brasil Carinhoso, lançado pela gestão petista. “O Brasil Carinhoso se propôs a ser um programa integrado, mas ele ficou limitado ainda no primeiro momento ao repasse para creches e somente isso, não evoluiu”, disse. 

Segundo o ministro, a ideia de criar um acompanhamento domiciliar será ampliar de forma significativa o trabalho realizado hoje pela área social do SUS. “Toda a área social do SUS faz em média de 2,5 milhões visitas por ano. Com o programa a todo valor vamos ter 2,5 milhões visitas por semana”, prometeu.

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