Criada há 3 anos, agência fracassa na região de Ribeirão

Criada em 2000 para ser um fórum de discussões dos problemas em comum de 80 municípios e de cerca de 3 milhões de moradores da macrorregião de Ribeirão Preto, a Agência de Desenvolvimento do Nordeste Paulista (ADNP) nunca funcionou de fato. Com 49% de participação do setor público e 51% do setor privado, a ADNP chegou a ser dividida em três sub-regiões - Ribeirão Preto, Franca e Barretos - que sequer chegaram a ser regulamentadas, assim como a própria agência central. Não há sequer um conselho ou uma diretoria executiva, que deveriam ser eleitos. "Faltou vontade política", admite o prefeito de Ribeirão Preto, Gilberto Maggioni (PMN), ex-presidente local da Associação Comercial e Industrial (ACI-RP), entidade na qual a ADNP ficou centralizada desde o seu nascimento. "Agora, respondendo pelo lado político, nós precisamos encontrar os caminhos naturais, já que a região é muito grande e os problemas muito específicos", disse Maggioni. A saída, segundo ele seria a criação de um estímulo para a formação de agências em microrregiões sem que haja a determinação geográfica. "Eu vou convidar os prefeitos para ver se criamos uma agência bem regional de fato e estimular a idéia para que cada uma das regiões siga essa idéia. Quem tem capacidade de raciocínio acaba compreendendo que é melhor subdividir do que querer abraçar tudo", completou o prefeito. Saúde e transporteO prefeito cita a saúde e o transporte como exemplos de problemas comuns à microrregião de Ribeirão Preto. Como qualquer cidade-pólo de uma região, o município, com 500 mil habitantes, centraliza hoje o atendimento médico que não é feito em outras cidades no seu entorno. E acaba tendo de pagar por isso. Segundo dados da prefeitura, baseado no número de leitos da cidade, o Sistema Único de Saúde (SUS) repassou, em 2002, R$ 41 milhões para um gasto que chegou aos R$ 110 milhões no ano. O caminho para reverter esse quadro, segundo Maggioni, é a obrigação que cada município terá, em 2004, de investir 14% do seu orçamento na área de saúde. "Com isso, outras cidades terão de criar dispositivos, melhorar a atenção à saúde e os pacientes ficarão lá", explicou Maggioni. "Por outro lado, Ribeirão Preto centraliza a renda de todo o transporte intermunicipal e as outras cidades arcam com o prejuízo", completou.Leia maisEspecialista defende pacto entre União, Estado e municípioAlckmin aponta experiência do ABC como exemplo a seguirÉ preciso mudar legislação, diz prefeito de LondrinaInteresse pelo ICMS aglutina municípios canavieirosAmericana aponta dificuldades maiores para cidades pequenasMineiros querem desenvolvimento regionalGaúchos buscam informações na França e Alemanha

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