Crescimento de Dilma não ''atemoriza'', diz Aécio

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que o eventual crescimento das intenções de voto na ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não o "aflige" nem "atemoriza". Ele ressaltou que, caso seja escolhido como candidato tucano, está pronto para enfrentar a pré-candidata petista na eleição para a Presidência em 2010."Não me preocupa, não me aflige e não me atemoriza o eventual crescimento, até porque natural, da candidata do PT. No momento certo, o partido vai tomar a sua decisão. E, obviamente, se for na direção da minha candidatura, estarei pronto para enfrentá-la", enfatizou. Ele disputa a indicação como presidenciável do PSDB com o governador de São Paulo, José Serra. Após solenidade no Palácio da Liberdade, ele foi questionado sobre reportagem do jornal Valor Econômico, segundo a qual o governador paulista poderá optar por não sair candidato, dependendo do cenário eleitoral no início do ano que vem. Reservadamente, alguns aliados próximos do governador de Minas também contam com essa hipótese.Embora tenha afirmado que não acredita nessa hipótese, "porque ele tem um potencial muito grande", Aécio fez questão de deixar claro que vai para a disputa, seja qual for a circunstância. "Eu não temo a largada em uma campanha eleitoral. O objetivo da campanha eleitoral é a chegada", disse. PESQUISANa última pesquisa CNT/Sensus, divulgada há um mês, Serra mantinha a dianteira na corrida presidencial, com 40,4% das intenções de voto, mas sua diferença sobre Dilma, que aparecia com 23,5%, havia diminuído.Na lista em que Aécio constava como candidato do PSDB, Dilma havia ultrapassado o tucano no cenário do 1º turno. A ministra aparecia com 27,8% das intenções de voto e o mineiro, com 18,8%.O governador, como tem ocorrido em várias solenidades, observou que até o início de abril do ano que vem terá de se desincompatibilizar do cargo para sair candidato. "Daqui para frente é natural que esse clima nostálgico, de alguma forma, esteja presente nesses eventos", comentou, após o lançamento de nova etapa de um programa que garante acesso ao esporte a alunos de escolas públicas. "Presidência é uma possibilidade, para a qual tenho recebido estímulos de várias partes do País, mas é óbvio que não depende de mim."Aécio disse que conversou ontem com o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), que teria lhe informado que o modelo de prévias para a escolha do presidenciável será regulamentado. As primárias só ocorrerão no início de 2010, caso não haja acordo.

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