Cresce o número de quilombolas que recebem Bolsa-Família

Pesquisa revela que, em maio, 6,9 famílias quilombolas recebiam o benefício; hoje, são 9,8 mil

Agência Brasil

19 de novembro de 2007 | 20h47

Há seis meses, quando o governo federal divulgou a pesquisa Chamada Nutricional Quilombola, 6,9 mil famílias recebiam o Bolsa-Família. Hoje, já recebem o benefício 9,8 mil famílias. O objetivo da pesquisa, na ocasião, era verificar quais as principais deficiências das comunidades quilombolas. Foi constatado que apenas uma pequena parte das famílias recebia o principal auxílio do governo.  "A Chamada Nutricional Quilombola foi o primeiro instrumento de pesquisa do governo em que aparecem as comunidades quilombolas como tema específico. Até então não havia qualquer dado sistematizado para estas populações. A partir dela o governo tem intensificado as ações para os quilombolas", explicou Givânia da Silva, subsecretária de Políticas para Comunidades Tradicionais da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.  O mapeamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome estima que 3,9 mil comunidades estejam espalhadas em 1,2 mil municípios. O número de famílias que formam as comunidades quilombolas gira em torno de 325 mil. Os quilombos foram formados por escravos fugidos das grandes fazendas, que se organizavam em comunidades.  A Constituição de 1988 prevê no Artigo 68 o reconhecimento, a delimitação e a titulação das terras dos quilombolas. Muitas destas terras porém estão em áreas particulares ou não foram mapeadas pelo governo. Amanhã (20) vai ser lançada a Agenda Social Quilombola, que busca consolidar o trabalho de inclusão social desenvolvido desde maio.

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