Cresce o número de crianças no tráfico de drogas no Rio

De 1995 até agora aumentou o recrutamento de crianças e adolescentes para atuarem no tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em pesquisa feita em 21 favelas na cidade, em parceria com o Instituto de Estudo do Trabalho e Sociedade. A pesquisa faz parte de um estudo maior que está sendo realizado em 19 países para identificar as piores formas de trabalho infanto-juvenil.De acordo com a pesquisa, os menores que trabalham com o tráfico têm menos de quatro anos de estudo e 30% são da igreja Universal do Reino de Deus. Eles consomem maconha, trabalham como vigia, embalador, vendedor, segurança e até gerente-geral, com carga horária mínima de 40 horas semanais.A pesquisa constatou que normalmente esses menores morrem antes de um ano na atividade. Os fatores responsáveis pelo ingresso no tráfico são, por ordem de importância, identidade com o grupo, adrenalina e dinheiro, no caso de criança, e dinheiro, adrenalina e identidade com o grupo, no caso de jovens de 13 a 18 anos.A pesquisa revela também que esses menores permanecem no tráfico porque têm medo dos policiais e de grupos rivais. Grande parte dos entrevistados afirma que uma motivação para sair do tráfico seria "uma companheira honesta" e um emprego que rendesse o mesmo que eles recebem hoje.

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