Cresce número de assentados em universidades

No governo Lula, universitários em assentamentos passaram de 762 para 3.500

Roldão Arruda, O Estadao de S.Paulo

02 de novembro de 2007 | 00h00

Nos quase cinco anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o número de assentados da reforma agrária matriculados em cursos especiais nas universidades públicas e comunitárias do País cresceu 4,6 vezes. Em 2003, o primeiro ano de Lula na Presidência, existiam 762 assentados matriculados nos cursos especiais; hoje o número gira em torno de 3.500, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).As verbas do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), de onde saem os recursos destinados às universidades que criam os cursos especiais, cresceram quase na mesma proporção. Passaram de R$ 1,7 milhão em 2003 para R$ 6,3 milhões no ano passado. Neste ano, de acordo com estimativas iniciais, o total de recursos ultrapassará a casa dos R$ 7 milhões.O Pronera, que existe desde 1998, nunca tinha experimentado taxas de expansão tão altas. Ele funciona por meio de convênios realizados entre o Incra e as universidades. No momento, estão em funcionamento convênios com 20 universidades. A maioria delas oferece cursos de pedagogia. Mas também existem turmas de direito, agronomia, geografia, letras, história e ciências agrárias.A partir de janeiro mais duas universidades federais - em Pelotas, no Rio Grande do Sul, e São Carlos, no interior paulista (leia abaixo) - serão incorporadas à lista. A escola gaúcha oferecerá o primeiro curso de veterinária do País dedicado exclusivamente a assentados.De acordo com explicações da coordenadora geral do setor de educação no campo e de cidadania do Incra, Clarisse Aparecida dos Santos, a criação dos cursos é definida com a participação dos movimentos sociais ligados à questão agrária, dos conselhos das universidades e do Incra. Os métodos de seleção, ainda segundo Clarisse, são definidos pelas próprias universidades e seguem os critérios comuns aos vestibulares. "Ninguém entra pela porta dos fundos", afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.