Cresce número de adolescentes com filhos no País

A pesquisa do IBGE divulgada nesta segunda-feira confirma o preocupante crescimento da participação das mães na faixa etária de até 20 anos. Em 1991, elas eram responsáveis por 16% dos nascimentos, mas passaram para 21,2% em 2001. Norte e Centro-Oeste são as regiões que concentram o problema, onde a gravidez na adolescência é responsável por um quarto das crianças que nascem.Em todas as faixas etárias, a fecundidade da mulher brasileira tevequeda na década de 90, mas entre as adolescentes ela se manteveestável. "Esse é um problema persistente que mais uma vez aparece na pesquisa do Registro Civil. O que esses dados mostram é que os programas de combate à gravidez na adolescência não estão conseguindo reverter a situação", afirma Antonio Tadeu de Oliveira, gerente do Departamento de Estatísticas Vitais do IBGE.Mas, se proporcionalmente o problema é maior no Norte e Centro-Oeste, são os grandes centros urbanos que têm os maiores números de mães adolescentes. Em 2000, nasceram no Brasil 539 mil bebês filhos de mulheres com idades entre 15 anos e 19 anos. Desses, 119 mil ocorreram no Estado de São Paulo e a metade deles estava concentrada na região metropolitana paulista.Um dado ainda mais preocupante é o que indica que o País ainda tem um grande número de crianças engravidando e tendo filhos. Em 2000, foram registrados 18 mil bebês filhos de mulheres com menos de 15 anos. De novo, São Paulo teve o maior contingente dessas meninas-mães: 3.605 do total. Rio e Minas Gerais vêm em seguida.

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