Crédito a beneficiário do Bolsa-Família cresce 42%

O primeiro programa de microcrédito voltado a pessoas que recebem o Bolsa-Família, o CrediAmigo do Banco do Nordeste, é um sucesso de público. Criado no ano passado, o sistema de pequenos empréstimos cresceu, na comparação entre janeiro e maio do ano passado e o mesmo período deste ano, 38% no número de clientes e 42% nos valores desembolsados pelos bancos. Apesar da crise econômica, os pequenos clientes do programa já retiraram, apenas este ano, R$ 215 milhões, ante R$ 151 milhões no ano passado.

AE, Agencia Estado

16 de julho de 2009 | 09h33

O programa é dirigido a pessoas pobres e extremamente pobres, com renda per capita inferior a um salário mínimo - o mesmo perfil dos beneficiados pelo Bolsa-Família, mas também pode atender a famílias ainda não atingidas pelo programa, desde que estejam na mesma situação de penúria. Em média, os beneficiários tiram R$ 860 e pagam em carnês mensais. O índice de inadimplência, de 1,2%, é de causar inveja a qualquer loja de eletrodomésticos, banco ou administradora de cartão de crédito.

No total, 225 mil pessoas do Bolsa-Família já retiraram recursos, o equivalente à metade de todos os clientes do CrediAmigo. A meta do Banco do Nordeste é fazer com que 70% dos clientes do microcrédito façam parte do programa. A maioria dos clientes, 65%, é de mulheres e os recursos costumam ir direto para a montagem de pequenos empreendimentos na área de comércio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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