CPMF só irá à votação na quinta se houver acordo, diz Viana

Presidente interino da Casa acredita, no entanto, que votação em primeiro turno será em torno do dia 14

Paulo R. Zulino, do estadao.com.br, e Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo ,

30 de novembro de 2007 | 11h10

O presidente interino do Senado, Tião Viana(PT-AC), afirmou nesta sexta-feira, 30, que só irá convocar uma sessão na próxima quinta-feira, dia 6, para votar o primeiro turno da emenda constitucional que prorroga a CPMF se houver acordo dos líderes partidários. "A minha data com segurança regimental é em torno do dia 14 de dezembro", afirmou.  Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF  Virgílio vai pedir anulação de sessão sobre a CPMFGoverno precisa atender oito senadores para aprovar CPMFGoverno quer resolver sucessão de Renan antes de votar CPMFMantega afirma que Fazenda não tem plano B para a CPMFGoverno precisa atender oito senadores para aprovar CPMF A proposta de votar na quinta-feira a CPMF, dois dias depois do julgamento do processo de cassação do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no plenário do Senado, partiu do líder do governo, Romero Jucá(PMDB-RR). A idéia de Jucá é que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vote na quarta-feira as emendas à PEC da CPMF.      Viana considera normal o acirramento dos ânimos às vésperas da votação da CPMF e não arrisca um placar sobre essa decisão. Ele foi indagado se as declarações do presidente Lula segundo as quais o DEM torce para as coisas não darem certo no Brasil e que os que têm medo da CPMF são os sonegadores. Respondeu que isso contribui para esquentar ainda mais o ambiente que precede a votação dessa matéria no Senado. Questionado se declarações como essa não jogam mais lenha na fogueira, o presidente interino do Senado declarou que "isso é da natureza da fogueira. Infelizmente, a política não se faz apenas com a brisa. Às vezes, vem vento forte, às vezes, vem tempestade, às vezes, vem a acidez da relação entre as partes divergentes. Isso é normal".Na opinião de Tião, as palavras de Lula, que levaram o DEM a emitir nota dizendo que o governo trata a oposição de forma arrogante e autoritária, não tiveram o propósito de ofender, pois foram pronunciadas no âmbito do jogo político. "Quantas vezes os ataques da oposição não foram infinitamente mais intensos que esse ataque que o presidente fez aos democratas?" - indagou.O senador também lembrou que terminará na segunda-feira o primeiro turno de discussão da PEC que prorroga a cobrança da CPMF. Explicou que, se forem mantidas as emendas apresentadas até agora ao texto, a matéria voltará para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e, dependendo de entendimentos entre o presidente do colegiado, senador Marco Maciel (DEM-PE), e o relator, senador Romero Jucá (PMDB-RR), poderá retornar ao plenário até quinta-feira da semana que vem. Texto ampliado às 13h20

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