CPMF provoca discussão entre PSDB e PFL no Senado

A votação da CPMF provocou hoje troca de farpas entre lideranças do PSDB e do PFL no plenário do Senado, acirrando o clima de tensão e de divergência política estabelecido entre os dois partidos. A discussão começou quando o líder do PSDB, senador Geraldo Melo (RN), cobrou uma posição do PFL para aprovar logo a prorrogação da CPMF. "Está em nossas mãos assegurar a entrada em vigor da CPMF para não sacrificar recursos, por exemplo, ao Fundo de Combate à Pobreza", disse o líder tucano. Segundo o senador, o corte de R$ 5,3 bilhões no Orçamento deste ano, anunciado hoje pelo governo, para compensar a perda de recursos, se deu em função do atraso na votação. Dirigindo-se ao líder do PFL, senador José Agripino (RN), Melo fez um apelo para que a prorrogação seja apreciada o mais rápido possível. "O PFL saberá cumprir o seu papel e a responsabilidade no momento certo", respondeu o pefelista. Geraldo Melo, por sua vez, afirmou não estar fazendo cobranças, mas disse que ?o país inteiro reconhece no líder do PFL a maior responsabilidade sobre o que vier a acontecer sem a CPMF". O líder tucano acrescentou também que o PFL não deveria privar de recursos os beneficiários de programas sociais financiados pelo Fundo de Combate à Pobreza, que será prejudicado com o atraso da votação. De imediato, os pefelistas reagiram às palavras de Geraldo Melo. "Se o intuito foi de colaborar, ele não agradou nem colaborou", protestou Agripino. O senador Francelino Pereira (PFL-MG) disse que o PFL não poderia ser responsabilizado pela não votação da CPMF.

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