CPMF é 'fundamental' para o País, diz Sérgio Cabral

'É um imposto que gera transparência em seu controle', diz o governador do Rio em entrevista

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

29 de novembro de 2007 | 17h24

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), defendeu nesta quinta-feira, 29,  a aprovação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e disse que o chamado imposto do cheque é fundamental nesse momento para a economia do País. "É um imposto que gera transparência em seu controle, é fundamental para o País, sobretudo em um momento em que o Brasil tem fundamentos econômicos sólidos", disse nesta quinta-feira, 29, em entrevista no Palácio Guanabara, ao lado do governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Veja também:  Entenda a cobrança da CPMF  Para evitar derrota da CPMF, governo monta 'sala de situação'Lula diz que a emenda da CPMF 'vai passar' no SenadoLula critica DEM e diz que 'povo pobre' sofrerá sem CPMFDEM diz que Lula é 'arrogante' e condena 'gastança imoral'  Cabral afirmou que todos os partidos têm de avaliar a questão da CPMF como um problema dos governos estaduais e dos municípios e não como uma questão de governo. "Já houve outros governos que defenderam esse tributo, não é o governo Lula. Não podemos brincar com a economia brasileira, abrir mão de R$ 35 bilhões. É uma cobrança absolutamente correta e acredito que o Senado vai tomar uma decisão serena, sensata, sem pensar em politicagem eleitoral", disse. Na blitz pela CPMF, o presidente Lula acusou nesta quinta  de sonegadores os oponentes do seu governo e do tributo pelo qual tanto clama e quer ver aprovado no Senado. Ele atribuiu "vaidades pessoais e interesses menores" aos opositores. Lula chamou publicamente para o confronto o DEM, ao qual se referiu pelo nome antigo da legenda PFL. "Quem quer acabar com a CPMF? É o PFL, que torce todo santo dia para as coisas não darem certo nesse País, porque eles governaram durante 500 anos e não conseguiram fazer o que o País queria que fosse feito." Em 2008, a CPMF poderá garantir uma arrecadação de cerca de R$ 40 bilhões que, segundo as palavras de Lula, terão três destinações, uma delas ligada a um programa que o presidente venera. "O dinheiro da CPMF é para saúde, para a aposentadoria de trabalhador rural e para o Bolsa Família", declarou. "É para isso que serve a CPMF." O presidente acusou, sem apontar nomes, mas seu recado foi claramente para os políticos que fustigam a CPMF: "Eles agora ficam com discurso que é muito imposto. Na verdade, quem tem medo da CPMF é quem sonega imposto. Eles é que têm medo da CPMF, porque é o imposto que vai detectar quem é que está sonegando."  

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