CPMF deve sair da pauta de discussões, diz Paulo Bernardo

'Dilma já disse que não vai mandar proposta para o Congresso', ressaltou o ministro em entrevista

Célia Froufe, de O Estado de S.Paulo,

11 de novembro de 2010 | 09h03

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, sinalizou nesta quinta-feira, 11, durante o programa de rádio Bom Dia Ministro, que a possibilidade de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) deve sair da pauta das discussões. "A (presidente eleita) Dilma (Rousseff, do PT) já disse que não vai mandar proposta para o Congresso e se ninguém falar mais nesse assunto, acho que acabou o assunto", afirmou. Ele disse que o governo prevê criar impostos.

 

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Bernardo salientou que, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, a arrecadação cresceu porque economia estava aquecida. "O presidente Lula não criou impostos. Perdemos a CPMF, inclusive, cerca de R$ 40 bilhões anuais, e procuramos fazer adequações ao orçamento", argumentou.

O ministro voltou a fazer analogia do governo com a economia doméstica, dizendo que se há interesse em fazer despesas, é preciso arrumar dinheiro. "É que nem em casa, não tem mágica", afirmou ele, no programa de rádio produzido e coordenado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV e via satélite.

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